{"id":231597,"date":"2026-07-14T02:00:00","date_gmt":"2026-07-14T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/staging.fundacioncarf.org\/?p=231597"},"modified":"2026-07-10T09:19:35","modified_gmt":"2026-07-10T07:19:35","slug":"joao-victor-de-medico-a-seminarista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/staging.fundacioncarf.org\/pt\/joao-victor-de-medico-a-seminarista\/","title":{"rendered":"Jo\u00e3o Victor, de m\u00e9dico a seminarista: como um sacerdote pode aplicar a medicina \u00e0s almas\u00a0"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><em>Tinha conclu\u00eddo o exigente curso de medicina quando, em 2020, durante a pandemia da COVID-19, Jo\u00e3o Victor Corr\u00eaa Maiolino come\u00e7ou a dedicar mais tempo \u00e0 ora\u00e7\u00e3o. \u201c<\/em><\/strong><em>\u201dQuando terminei a resid\u00eancia, no dia seguinte j\u00e1 estava com os meus irm\u00e3os no Semin\u00e1rio\u00bb, relata este seminarista de 31 anos da Arquidiocese do Rio de Janeiro (Brasil). H\u00e1 um ano que vive em Espanha, no Semin\u00e1rio Internacional de Bidasoa. No seu testemunho, <\/em><strong><em>Jo\u00e3o Victor apresenta-nos as chaves para aplicar a medicina no acompanhamento e na cura espiritual das almas.\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Uma fam\u00edlia simples\u00a0<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Jo\u00e3o Victor Corr\u00eaa Maiolino \u00e9 natural da cidade de Campos dos Goytacazes, no estado do Rio de Janeiro. Prov\u00e9m de uma fam\u00edlia muito humilde. O seu pai (Francisco Vicente), m\u00e9dico de profiss\u00e3o, passava um pouco mais de tempo fora de casa, mas marcava presen\u00e7a \u00e0 sua maneira discreta e atenta. A sua m\u00e3e (Rosane) \u00e9 professora e aplicava os seus conhecimentos de pedagogia na educa\u00e7\u00e3o dele e dos seus dois irm\u00e3os mais velhos: o Thiago e a sua irm\u00e3 L\u00edvia. <strong>\u201cSou o mais novo, embora n\u00e3o seja o mais baixo\u201d,<\/strong> comenta, sorrindo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA minha fam\u00edlia n\u00e3o tem uma tradi\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica muito forte. Todos fomos batizados, mas apenas o meu irm\u00e3o e eu vivemos a f\u00e9 de forma concreta. O meu pai vive a f\u00e9 de forma mais discreta e, normalmente, participa na Santa Missa por ocasi\u00e3o de uma missa pelos falecidos, um casamento ou alguma outra celebra\u00e7\u00e3o familiar. A minha m\u00e3e e a minha irm\u00e3 praticam outra religi\u00e3o, o espiritismo kardecista\u201d, explica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No entanto, embora os seus pais n\u00e3o vivam a f\u00e9 cat\u00f3lica, escolheram uma escola cat\u00f3lica dos Salesianos para a sua educa\u00e7\u00e3o. E na vida familiar, com momentos de alegria e divers\u00e3o, <strong>A m\u00e3e deles obrigava-os sempre a fazer as pazes quando havia discuss\u00f5es entre irm\u00e3os.&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A import\u00e2ncia do desporto na sua forma\u00e7\u00e3o pessoal\u00a0<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A adolesc\u00eancia \u00e9 uma fase de mudan\u00e7as e rebeldia, mas o Jo\u00e3o Victor viveu-a tranquilamente. As suas preocupa\u00e7\u00f5es estavam muito mais relacionadas com o desporto do que com qualquer outra coisa. \u201cO que me apaixonava era jogar basquetebol. N\u00e3o gostava de estudar, passava nos exames e pronto. No entanto, pratiquei basquetebol a alto n\u00edvel, ao ponto de me mudar para o Rio de Janeiro, aos 16 anos, para jogar no Fluminense\u201d, relata.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta experi\u00eancia desportiva ajudou-o imenso na sua forma\u00e7\u00e3o pessoal, pois <strong>permitiu-lhe desenvolver compet\u00eancias muito importantes, tais como o trabalho em equipa, a <\/strong>disciplina e a capacidade de se preparar para grandes desafios sob press\u00e3o. No entanto, n\u00e3o prosseguiu a sua carreira desportiva porque sofreu v\u00e1rias les\u00f5es e, aos 17 anos, teve de escolher entre o basquetebol e os estudos universit\u00e1rios. E optou pelos estudos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Os seis anos exigentes de medicina\u00a0\u00a0<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEscolhi Medicina. Como se trata de uma licenciatura muito competitiva no Brasil, tive de estudar imenso para conseguir uma vaga, tendo em conta que, at\u00e9 ent\u00e3o, nunca tinha estudado tanto. Acabei por precisar de dois anos de curso preparat\u00f3rio para o conseguir e, aos 19 anos, entrei na faculdade\u201d, recorda o jovem brasileiro.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ap\u00f3s seis anos de carreira, <strong>Come\u00e7ou a exercer como m\u00e9dico residente. Tinha uma namorada e a sua vida corria muito bem.&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A voca\u00e7\u00e3o surgiu com a pandemia\u00a0<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No entanto, <strong>Durante a pandemia, em 2020, come\u00e7ou a dedicar mais tempo \u00e0 ora\u00e7\u00e3o e, \u00e0 medida que foi sendo poss\u00edvel, tamb\u00e9m \u00e0 vida sacramental.<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ele recorda os momentos \u00edntimos com Deus daquela \u00e9poca: \u201cAos poucos, fui aprofundando imenso a minha intimidade com Deus e aproximando-me cada vez mais Dele. At\u00e9 que, a certa altura, <strong>Surgiu uma nova pergunta no meu cora\u00e7\u00e3o: \u00abPorque n\u00e3o ser padre?\u00bb<\/strong> A minha primeira rea\u00e7\u00e3o foi rejeitar essa ideia de imediato. Mas n\u00e3o resultou. <strong>A pergunta voltava a surgir repetidamente<\/strong>, at\u00e9 que decidi enfrent\u00e1-la de frente. Partilhei isso com o meu p\u00e1roco e, no processo de discernimento, terminei o meu noivado e optei por levar a s\u00e9rio este chamamento\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante dois anos, enquanto realizava a resid\u00eancia em Medicina de Fam\u00edlia e Comunidade, discerniu a sua voca\u00e7\u00e3o. Como a resid\u00eancia decorria na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), vivia no Rio e foi a\u00ed que participou nos encontros vocacionais da Arquidiocese. Aos poucos, as portas foram-se abrindo, embora n\u00e3o sem esfor\u00e7o e coragem. <strong>\u201cQuando terminei o est\u00e1gio, no dia seguinte j\u00e1 estava com os meus irm\u00e3os no Semin\u00e1rio\u201d,<\/strong> senten\u00e7a.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O primeiro seminarista do Rio em Bidasoa\u00a0<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assim, em 2024, iniciou a sua forma\u00e7\u00e3o como seminarista no Semin\u00e1rio Proped\u00e9utico da Arquidiocese do Rio de Janeiro e, no in\u00edcio de 2025, teve a oportunidade de vir estudar no <strong>Semin\u00e1rio Bidasoa para prosseguir a sua forma\u00e7\u00e3o.<\/strong> Est\u00e1 na Espanha h\u00e1 cerca de um ano, \u201conde me sinto muito bem\u201d, afirma.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando recebeu o convite para estudar em Pamplona, sentiu uma mistura de sentimentos: <strong>surpresa, alegria, medo, incerteza, gratid\u00e3o e muitos outros<\/strong>. \u201cFoi algo muito invulgar, porque eu fui\u2026\u00bb <strong>o primeiro seminarista da Arquidiocese do Rio de Janeiro a vir para Bidasoa para frequentar o primeiro ano de Filosofia<\/strong>. At\u00e9 ent\u00e3o, todos os outros tinham vindo apenas para iniciar os estudos de Teologia. Para mim, esta oportunidade foi uma grande gra\u00e7a de Deus\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Um movimento de aproxima\u00e7\u00e3o \u00e0 f\u00e9 entre os jovens\u00a0<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em termos de <strong>a Igreja no Brasil<\/strong> afirma que a realidade \u00e9 muito diversificada num pa\u00eds t\u00e3o grande. E algo de novo est\u00e1 a mudar: \u201cTenho a impress\u00e3o de que, <strong>Neste momento, est\u00e1 a surgir um movimento de aproxima\u00e7\u00e3o \u00e0 f\u00e9, especialmente entre os jovens<\/strong>, impulsionado, em parte, pelas iniciativas de apostolado digital\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Este jovem brasileiro relata que <strong>Muitos jovens est\u00e3o a sentir um certo vazio no mundo atual.<\/strong> Veja como as redes sociais, especialmente plataformas como o TikTok, ocupam cada vez mais tempo na vida das pessoas, mas muitas vezes sem as ajudar a encontrar um sentido mais profundo para as suas vidas. Quando descobrem que a Igreja tem uma hist\u00f3ria s\u00f3lida de dois mil anos, que continua a estar presente de forma concreta na vida de tantas pessoas, sentem o desejo de a conhecer melhor e muitos acabam por se aproximar da f\u00e9.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Vida pastoral, voca\u00e7\u00f5es e sacerdotes\u00a0<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Arquidiocese do Rio de Janeiro tem uma vida pastoral muito intensa e, dependendo da regi\u00e3o, \u00e9 poss\u00edvel encontrar diferentes carismas. Em resultado desta realidade, <strong>existe um n\u00famero elevado de voca\u00e7\u00f5es<\/strong>Sim, tanto para a vida diocesana como para a vida religiosa masculina e feminina.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>No Semin\u00e1rio Maior h\u00e1 162 seminaristas e no Semin\u00e1rio Proped\u00e9utico, 41.<\/strong> \u201cSem d\u00favida, este n\u00famero elevado \u00e9 tamb\u00e9m fruto do excelente trabalho do Cardeal Don Orani, da ora\u00e7\u00e3o do povo de Deus e do despertar da f\u00e9 entre os jovens que referi anteriormente\u201d, afirma.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Salienta ainda que, na Arquidiocese do Rio de Janeiro, h\u00e1 bastantes padres, mas, por se tratar de uma cidade t\u00e3o grande, \u201ccreio que, se houvesse mais, seria ainda melhor\u201d, sobretudo <strong>devido \u00e0 necessidade que as periferias t\u00eam de sacerdotes<\/strong>. \u201cAl\u00e9m disso, h\u00e1 padres que vivem sozinhos e, em alguns casos, um pouco isolados, sem grande proximidade com outros irm\u00e3os sacerdotes para viverem melhor a fraternidade\u201d, lamenta-se.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No \u00e2mbito da vida pastoral, social e caritativa que a Igreja desenvolve na sua diocese, destaca como exemplo a sua par\u00f3quia de origem, Santos Anjos. Esta surgiu de um projeto promovido por Dom H\u00e9lder C\u00e2mara, denominado Cruzada de S\u00e3o Sebasti\u00e3o, que inclu\u00eda a <strong>constru\u00e7\u00e3o de uma igreja, dez blocos de habita\u00e7\u00e3o para fam\u00edlias que viviam nas favelas, uma escola e um centro paroquial<\/strong> dedicado \u00e0 forma\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica e profissional. A ideia era oferecer oportunidades \u00e0s pessoas mais carenciadas num bairro de elevado poder de compra, como o bairro do Leblon.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Os desafios da Igreja no Brasil\u00a0<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Jo\u00e3o Victor recorda que o Brasil \u00e9 uma na\u00e7\u00e3o de profunda tradi\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica, mas que, durante muitos anos, a f\u00e9 tem sido associada e vivida sobretudo como uma express\u00e3o cultural, sem chegar a uma viv\u00eancia mais profunda e sem conhecer os aspetos mais b\u00e1sicos da f\u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cIsto tem favorecido o crescimento das comunidades protestantes nas \u00faltimas d\u00e9cadas, o que, por outro lado, se tornou uma oportunidade para que <strong>N\u00f3s, cat\u00f3licos, devemos aprofundar a nossa pr\u00f3pria forma\u00e7\u00e3o<\/strong> <strong>\u201de que saibamos dar raz\u00e3o da nossa f\u00e9 e da esperan\u00e7a que h\u00e1 em n\u00f3s\u00bb,<\/strong> afirma com entusiasmo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outro grande desafio <strong>\u00e9 a indiferen\u00e7a para com Deus<\/strong>. \u201cVivemos numa cultura em que muitos organizam a sua vida como se Deus n\u00e3o existisse, e isso n\u00e3o afeta apenas a Europa. Trata-se, sem d\u00favida, de um grande desafio para a evangeliza\u00e7\u00e3o. No entanto, <strong>Penso que \u00e9 poss\u00edvel ultrapassar isso, sobretudo atrav\u00e9s do testemunho de vida.<\/strong> Uma vida coerente, centrada em Deus e com o olhar voltado para as pessoas que nos rodeiam, \u00e9 <strong>\u201dcomo uma vela que se consome para iluminar e aquecer os outros\u00bb, <\/strong>afirma este seminarista.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A sua experi\u00eancia entre espanh\u00f3is\u00a0\u00a0<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>No que diz respeito \u00e0 sua experi\u00eancia em Espanha, muitas coisas o surpreenderam<\/strong>. Em primeiro lugar, toda a hist\u00f3ria que nos \u00e9 transmitida atrav\u00e9s da arquitetura, dos grandes templos e de uma cultura milenar que continua presente n\u00e3o s\u00f3 nos edif\u00edcios, mas tamb\u00e9m no modo de vida de muitas pessoas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cPassei <strong>a Semana Santa em Granada<\/strong> e tive a oportunidade de ver como praticamente toda a cidade participava nas prociss\u00f5es: uns como carregadores, outros a tocar nas bandas e outros simplesmente a acompanhar ou a contemplar a passagem das irmandades. O que mais me impressionou foi ver que <strong>\u201dToda a cidade vivia a Semana Santa de forma muito unida\u00bb, <\/strong>relata.<strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No entanto, ficou com a impress\u00e3o de que nem sempre havia uma inten\u00e7\u00e3o propriamente religiosa por tr\u00e1s dessa participa\u00e7\u00e3o. Ou seja, nem todos participavam movidos pela f\u00e9. \u201cMas n\u00e3o vejo isso como um problema, mas sim como um reflexo de uma sociedade que, pouco a pouco, se tem vindo a afastar de Deus. Na verdade, parece-me uma <strong>uma grande oportunidade para a evangeliza\u00e7\u00e3o,<\/strong> \u201dporque demonstra que ainda existe uma porta aberta para semear o Evangelho no cora\u00e7\u00e3o de muitas pessoas\u00bb.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Contrastes entre o Brasil e a Espanha\u00a0<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Tamb\u00e9m constatou diferen\u00e7as entre o Brasil e a Espanha<\/strong>: \u201c\u00c9 um dos grandes desafios do nosso pa\u00eds: <strong>a viol\u00eancia urbana<\/strong>. No Rio de Janeiro, existe uma forte presen\u00e7a do tr\u00e1fico de droga e muitas pessoas vivem com medo e em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade face a este contexto de viol\u00eancia. Tudo isto influencia a forma de viver, de pensar e de tomar decis\u00f5es, uma vez que, muitas vezes, se t\u00eam em conta poss\u00edveis riscos que condicionam a vida quotidiana\u201d, relata.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar de tamb\u00e9m na Espanha sofrermos com a inseguran\u00e7a, esta n\u00e3o \u00e9 compar\u00e1vel \u00e0 do seu pa\u00eds. \u201cUm <strong>uma crian\u00e7a que cresce num ambiente como aquele que encontrei em Espanha<\/strong>, com uma maior sensa\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a, pode viver muitas experi\u00eancias de forma mais serena. Perante este problema, o papel da Igreja \u00e9 fundamental, pois s\u00f3 o amor de Deus \u00e9 capaz de transformar os cora\u00e7\u00f5es de forma profunda e verdadeira\u201d, afirma.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O sacerdote que deseja tornar-se: m\u00e9dico das almas\u00a0<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ap\u00f3s a sua forma\u00e7\u00e3o em Espanha, regressar\u00e1 ao Brasil para receber a ordena\u00e7\u00e3o sacerdotal. E surgem perguntas inevit\u00e1veis: \u201c<strong>Como anunciar Cristo \u00e0s pessoas nos nossos dias?<\/strong> <strong>\u201dQue tipo de sacerdote pretendo vir a ser?\u00bb.&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Jo\u00e3o Victor d\u00e1 algumas dicas, comparando a medicina com o sacerd\u00f3cio: \u201cCreio que o sacerdote, tal como os m\u00e9dicos, precisa de desenvolver muitas compet\u00eancias. N\u00e3o basta apenas uma boa forma\u00e7\u00e3o te\u00f3rica, mas tamb\u00e9m <strong>uma grande sensibilidade no relacionamento com as pessoas, capacidade de observa\u00e7\u00e3o<\/strong>, <strong>\u201dsentido pastoral e proximidade com as pessoas que Deus lhe confiou\u00bb.&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas, acima de tudo, afirma que <strong>O sacerdote \u00e9 um homem de ora\u00e7\u00e3o<\/strong>. \u201cAs gra\u00e7as que recebe, os frutos do seu minist\u00e9rio, a efic\u00e1cia da sua prega\u00e7\u00e3o e de todo o seu trabalho pastoral n\u00e3o prov\u00eam apenas do seu esfor\u00e7o, mas sim de <strong>a sua correspond\u00eancia com a gra\u00e7a de Deus<\/strong>. Em suma, \u00e9 Deus quem realiza a obra. N\u00f3s somos apenas os seus instrumentos\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por isso, para chegar ao cora\u00e7\u00e3o das pessoas, quer sejam os jovens ou aqueles que est\u00e3o mais afastados de Deus, \u00e9 necess\u00e1ria uma vida de ora\u00e7\u00e3o. \u201c\u00c9 preciso seguir o caminho que Deus for indicando, ouvir e reconhecer a voz das suas ovelhas, proteg\u00ea-las com a pr\u00f3pria vida e am\u00e1-las. No fundo, n\u00e3o h\u00e1 muito que inventar: <strong>\u201dtrata-se simplesmente de seguir os passos de Cristo\u00bb, <\/strong>conclui este seminarista brasileiro.&nbsp;<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hab\u00eda terminado la dura carrera de medicina cuando en 2020, durante el Covid, Jo\u00e3o Victor Corr\u00eaa Maiolino, comenz\u00f3 a dedicar m\u00e1s tiempo a la oraci\u00f3n. \u201cCuando termin\u00e9 la residencia, al d\u00eda siguiente ya estaba con mis hermanos en el Seminario\u201d, relata este seminarista de 31 a\u00f1os de la Archidi\u00f3cesis de R\u00edo de Janeiro, (Brasil). 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