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A vocação do seminarista ugandês Samuel cresceu graças à sua família e à fé da sua comunidade.

28/01/2026

Samuel Ebinu, seminarista ugandés cuenta su testimonio y experiencia desde el seminario internacional Bidasoa

Desde que viveu no leste do Uganda até chegar a Pamplona, a história de Samuel Ebinu mostra que a vocação para ser padre cresce sempre no ambiente de uma família crente e madura, com o apoio da sua diocese.

Desde a diocese de Soroti, no leste do Uganda, até Pamplona, onde atualmente se forma como seminarista A história do ugandês Samuel Ebinu é a de uma vocação sacerdotal que não nasceu de uma inspiração ou de um momento extraordinário, mas da fé vivida naturalmente, na família e na sua comunidade paroquial.

Graças à ajuda dos parceiros, benfeitores e amigos da Fundação CARF, Samuel está a preparar-se para o sacerdócio no Seminário internacional Bidasoa, convencido de que Deus continua a chamar todos os mais pequenos.

De Soroti a Pamplona: a viagem de um seminarista ugandês

Samuel (1996) vive em Espanha há quatro anos. Está no último ano de teologia e prepara-se para receber o sacerdócio. O seu percurso formativo levou-o a Pamplona, onde estuda nas Faculdades Eclesiásticas da Universidade de Navarra e reside no Seminário Internacional de Bidasoa, mas as suas raízes permanecem firmemente ancoradas na sua terra natal e na sua família.

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«Estou ansioso por servir a Igreja como padre», diz com serenidade. Não fala a partir da teoria, mas de uma experiência de fé cultivada desde a infância.

A família cristã, berço das vocações

Samuel cresceu no seio de uma família numerosa: nove irmãos, duas raparigas e sete rapazes. Dois deles, bem como o seu pai, já faleceram. O luto não o afectou. fé familiar; Fortaleceu-o.

«Cresci num lar católico, unido e cheio de paz, onde a fé era vivida com naturalidade», explica. A oração, o trabalho e a fraternidade marcaram a sua infância. A fé não era um complemento, mas fazia parte da sua vida quotidiana.

Quando a vocação começa a tomar forma

Samuel não se lembra de uma revelação súbita. A sua vocação foi crescendo pouco a pouco, como algo que sempre esteve presente.

«O vocação sacerdotal é uma dádiva especial de Deus. No meu caso, o chamamento cresceu silenciosamente, como uma semente que Deus tinha colocado no meu coração desde a infância.

Em criança, fazia a si próprio perguntas que os outros não faziam: o que fazia um padre, porque é que as pessoas ouviam atentamente as suas pregações, o que significava realmente servir Deus.

Há uma cena que resume bem este apelo inicial. Durante uma entrevista de catequese, quando lhe pediram para fazer o sinal da cruz, foi-lhe pedido que fizesse o sinal da cruz. cruz, Samuel executa-o como se fosse um sacerdote, dando uma bênção. Um gesto simples, infantil, mas cheio de significado.

Samuel Ebiuni, seminarista ugandês, durante a entrevista.

Soroti: uma Igreja jovem e animada no Uganda

Celebrar a fé com todo o corpo

A diocese de Soroti está situada numa região de vastas planícies verdes, onde a vida se constrói em comunidade. É uma Igreja jovem, profundamente crente, num país maioritariamente cristão.

Em Soroti, a missa não é uma rotina. É uma celebração animada, participativa e alegre. “Os cânticos com tambores, os coros e as procissões reforçam o sentido de comunidade”, explica Samuel. Ali, a liturgia não é observada: é vivida.

Evangelizar a partir da família e da comunidade

Comunidades cristãs de base e empenhamento social

A transmissão da fé começa em casa. A oração em família, o terço e a participação na paróquia fazem parte da vida quotidiana. Para além disso, existem as Comunidades Cristãs de Base, pequenos grupos onde se partilha a Palavra, se celebra a fé e se vive a solidariedade.

As paróquias promovem a catequese, os grupos de jovens e a formação dos leigos. As escolas e a pastoral social completam uma evangelização que une fé, educação e promoção humana.

reza por los sacerdotes fundación carf

Demasiados padres, demasiados desafios

A vitalidade da Igreja em Soroti coexiste com uma realidade exigente: há falta de sacerdotes para servir territórios muito vastos e comunidades numerosas.

Seminaristas atienden en clase de Teología en las Facultades Eclesiásticas de la Universidad de Navarra
Os companheiros de Samuel durante uma aula de Teologia nas Faculdades Eclesiásticas da Universidade de Navarra.

«Precisamos de mais padres e de um formação Samuel explica: »Há uma necessidade constante de catequistas e de animadores leigos para acompanhar os jovens e os que sofrem. Mesmo assim, o seu olhar é esperançoso: a fé continua forte, alegre e comunitária.

Evangelizar hoje: testemunho e proximidade

Samuel é claro ao dizer que a evangelização hoje não é impor, mas propor.

«Evangelizar hoje exige proximidade, testemunho e autenticidade. Não basta transmitir ideias, é preciso mostrar o rosto de Cristo com a nossa vida.

As suas chaves são concretas:

  • Ouça antes de falar.
  • Acompanhe os processos com paciência.
  • Dar testemunho de uma vida coerente e alegre.
  • Crie espaços de encontro e de misericórdia.
  • Utilize uma linguagem que se relacione com a vida real.

«A evangelização não consiste em impor, mas em propor com amor e convicção.

O padre que sonha em ser

Samuel sonha com um sacerdócio profundamente humano e profundamente de Deus. Um padre próximo, disponível, bem formado, misericordioso e missionário.

«O Padre do século XXI deve unir tradição e criatividade, fidelidade e abertura, oração e serviço», afirma.

Histórias desafiantes

A história de Samuel Ebinu não é apenas a de um jovem ugandês que se prepara para a ser padre. É um convite a perguntarmo-nos como cuidamos das vocações e como apoiamos, mesmo à distância, aqueles que respondem ao chamamento de Deus.

O mesmo se aplica ao A história de Geral Emanuel, outro seminarista ugandês que vive com ele no Seminário Internacional de Bidasoa e com quem partilha os estudos em Pamplona.

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Do Uganda a Pamplona, a semente germinou. Agora precisa de ser acompanhada.


Marta Santín, jornalista especializada em religião.


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